Finanças
Nova Siri do iOS 27 pode nunca chegar aos iPhones da União Europeia
Apple afirma que regras europeias podem impedir o lançamento de alguns dos principais recursos de inteligência artificial na região

Neste artigo
A situação levanta uma possibilidade que parecia impensável há alguns anos: alguns dos recursos mais avançados da Siri podem nunca ser disponibilizados aos usuários europeus.
O impasse envolve a legislação europeia
Segundo a Apple, o problema está relacionado ao Digital Markets Act (DMA), conjunto de regras criado pela União Europeia para aumentar a concorrência entre as grandes empresas de tecnologia.
A legislação exige que plataformas consideradas dominantes permitam maior interoperabilidade com serviços concorrentes.
Na prática, isso significa que empresas como Apple, Google e Meta precisam abrir determinadas partes de seus sistemas para que produtos de terceiros possam competir em condições semelhantes.
A Apple afirma que algumas dessas exigências entram em conflito com a forma como a nova Siri foi desenvolvida.
A empresa argumenta que a nova Siri foi construída para acessar informações pessoais do usuário de maneira segura, incluindo mensagens, e-mails, fotos, arquivos e outros dados armazenados no dispositivo.
Segundo a Apple, determinadas exigências regulatórias poderiam obrigá-la a oferecer acesso semelhante a assistentes virtuais de terceiros.
Na avaliação da companhia, isso poderia comprometer a privacidade e a segurança dos usuários.

Apple diz que tentou encontrar uma solução
A Apple teria iniciado conversas com autoridades europeias ainda no final de 2025, quando começou a apresentar detalhes de como pretendia implementar a nova Siri baseada na Apple Intelligence.
A proposta da companhia era criar um sistema chamado Trusted System Agent.
Na prática, a ideia permitiria que assistentes virtuais de terceiros tivessem acesso às mesmas funções oferecidas pela Siri AI, mas dentro de um ambiente controlado pela Apple e protegido por suas regras de privacidade e segurança.
Segundo a empresa, essa solução atenderia às exigências de interoperabilidade previstas pelo Digital Markets Act sem comprometer dados sensíveis dos usuários.
As autoridades europeias, porém, teriam rejeitado a proposta.
O impasse envolve o acesso aos dados dos usuários
De acordo com a Apple, a interpretação atual das regras europeias exigiria que concorrentes tivessem acesso muito mais amplo às informações utilizadas pelos recursos de inteligência artificial.
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